Prefeitura e MP promovem audiência pública com moradores da Roseira

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Secretários da prefeitura de Barra do Piraí e o promotor de Justiça, Marcos Davidovich, do Ministério Público do estado do Rio de Janeiro (MP), se reuniram, na manhã de quinta-feira, 29, na sede do órgão, com representantes da comunidade do bairro Roseira. O objetivo foi o de coletar informações sobre os desafios e possíveis soluções para a garantia da segurança da população, moradora daquele bairro, e apresentar o projeto da ponte, que será executado pelo poder público municipal.

 

A ideia de promover o chamamento, por meio de audiência pública, partiu do MP. Davidovich referendou o que havia dito a respeito de achar “necessária a instauração de um Inquérito Civil para que o Ministério Público possa se posicionar quanto à interdição da ponte da Roseira”. O promotor disse constatar, após analisar os documentos do processo administrativo encaminhado à Procuradoria, “evidente risco de desabamento da ponte, na forma do laudo apresentado pela secretaria de Defesa Civil”.

 

“O primeiro passo é ouvir todos os lados envolvidos neste processo, para, depois, o Ministério Público tomar uma frente de trabalho e se posicionar. Neste caso, notamos, via prefeitura, que existe o desejo de refazer a ponte. Assim sendo, promovemos este encontro para firmar, desde já, a existência de um Termo de Ajuste de Conduta, o TAC, a fim de que se cumpram prazos e se estabeleçam vínculos, sobretudo, de respeito, tanto da população à interdição da ponte em risco quanto do poder público, no cumprimento dos seus deveres”, afirmou.

 

Antes da explanação a respeito do projeto da nova ponte para o bairro, agentes da Defesa Civil falaram sobre o estado em que se encontra a ponte da Roseira. Disseram que, desde 2011, aquela via expressa vem apresentando desnivelamento do tabuleiro. De lá pra cá, até 2016, a depressão foi ainda maior, até que o órgão teve que interditar a ponte por completo, uma vez que a mesma apresentou recalque e movimentação da base, como rachaduras e inclinação nos pilares.

 

O secretário de Serviços Públicos, Rodrigo Baptista, apresentou as saídas que vêm sendo dadas pela prefeitura, tais como a estrada vicinal que foi colocada à disposição dos condutores de veículos. Frisou que, mesmo não sendo uma estrada de chão, é “determinação do chefe do Executivo” que se tenha a manutenção sempre que necessário para o trânsito dos moradores nos 6 km de extensão da pista.

 

“Fizemos todo o serviço que pode ser realizado naquela estrada, desde a recuperação e compactação até trabalho de campo, com capina e roçada dos matos. Colocamos, ainda, escória, para o melhor uso daquela população. É claro que o desejo é recuperar a ponte. Mas, enquanto não é possível, vamos garantir a manutenção constante e o apoio no que for preciso. E, hoje, a estrada está adequada ao trânsito em todos os sentidos”, completou o secretário.

 

Rodrigo foi referendado pelo secretário de Comunicação, Felippe Carotta, que foi porta-voz do governo na conversa com a empresa que administra as linhas de ônibus da cidade. Segundo o chefe da pasta, a população pode ficar tranquila, uma vez que lhes foram garantidos serviços essenciais como ônibus, assistência de ambulância, coleta de lixo e outros, uma vez que a pista comporta veículos de pequeno e grande portes.

 

Quando questionado sobre a necessidade e urgência na construção de uma nova ponte, o secretário interino de Obras, Wlader Dantas, além de apresentar o projeto de uma nova via expressa, reafirmou que “agora depende da autorização do Instituto Estadual de Ambiente” (Inea), que tem até 180 dias para autorizar que a prefeitura execute as mudanças necessárias na via, desde sua desmontagem até a construção da nova ponte.

 

“Nós, da prefeitura, montamos um projeto para que possamos iniciar o processo de licitação de uma empresa que vá executar a obra. Após o Inea aprovar, vamos retirar a antiga estrutura. Acreditamos que vá levar de três a quatro meses para construção, após esta liberação do instituto. Nós sabemos que é um tempo considerável, mas é a opção para construir, ali, uma via de qualidade”, acrescentou Wlader Dantas.

 

 

O prefeito Mario Esteves garantiu que, mesmo com a demora do projeto e liberação do Inea, ele mesmo já se dispôs a estar naquele órgão para buscar agilizar a documentação necessária para que a obra saia do papel. O prefeito disse que o problema, agora, não é dinheiro e nem projeto, mas sim, esta burocracia, que envolve a esfera do Ambiente.

 

“Toda e qualquer obra que vá afetar direta ou indiretamente o leito de um rio precisa da autorização do Inea; toda, seja de reforma ou uma nova construção. Não tenho a menor pretensão de ludibriar a população, seja da Roseira ou de outros bairros. Por isso, a demora, pois, se a ponte que está caindo tem décadas, a que vamos erguer já não estaremos aqui para ver uma nova. Desejamos deixar um legado para a população. Apenas pedimos calma; sei que não é fácil, uma vez que incorremos no direito de ir e vir das pessoas, mas precisamos ter temperança, num momento como este, onde estamos colocando a ‘casa’ em ordem”, garantiu o prefeito.

 

Por Frank Tavares, com fotos de Raoni Carmo

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