Assistência Social promove Fórum de Combate ao Trabalho Infantil

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A Secretaria de Assistência Social da Prefeitura de Barra do Piraí promoveu, na quarta, 18, o Fórum de Combate ao Trabalho Infantil. Pela primeira vez realizado no município, o evento ocorreu no auditório da Nova Santa Casa, onde participaram representantes do Executivo, liderados pela titular da pasta, Paloma Blunk Reis Esteves.

 

O Fórum de Combate ao Trabalho Infantil teve como objetivo o debate do tema proposto. Os desafios são os de descobrir e identificar situações de trabalho infantil no município. Para tanto, o evento foi o ‘pontapé’ desse trabalho dentro da cidade. Participaram também profissionais das secretarias de Educação, Assistência Social,  Trabalho e Desenvolvimento Econômico, e de diversas instituições que lutam contra a exploração do trabalho de crianças e adolescentes.

 

Durante o fórum, os presentes puderam assistir e participar da palestra acerca do Combate ao Trabalho Infantil, proferida pela conselheira estadual do Conselho de Direito da Criança e do Adolescente do Rio de Janeiro, a assistente social e professora universitária, Maria Cristina Salomão, que relembrou casos parecidos na capital fluminense. Enumerou diferentes meios de se chegar aos jovens, que vivem em situações de vulnerabilidade social.

 

“Na capital, por exemplo, nós temos diferentes trabalhos voltados ao combate ao trabalho de crianças, adolescentes e jovens, a começar por identificar os bolsões onde existem maiores incidências destas questões. Além disso, é preciso se juntar a eles, mesmo nos seus locais, nas suas ruas, nas suas moradas, e, assim, descobrir seus anseios e descobertas para uma vida melhor. Denunciar apenas por essa finalidade não vai nos levar a uma saída melhor”, abordou.

 

A primeira dama do município, que é psicóloga, salientou a importância de um evento desse porte quando o país passa por situações adversas no que tange ao trabalho escravo. Paloma Blunk ponderou que o trabalho de assistência social precisa ser visto não como aquele que serve apenas momentaneamente, “como assistencialismo, mas, sim, como uma porta de entrada aos que precisam de socialização”.

 

“É uma descoberta o que viemos fazer hoje aqui. O município jamais se debruçou tanto sobre assuntos voltados para a assistência social como um todo. Depois do primeiro Fórum de População de Rua, agora precisamos ampliar nossos olhares, discutir saídas para que a população que mais precisa de nós tenha um amparo de nossa parte. Vamos, depois deste evento, focar nossos objetivos em descobrir abusos neste sentido e denunciá-los de forma a acabar com a exploração dos mais vulneráveis em nossa cidade”, afirmou.

 

Por Frank Tavares com fotos de Raoni Carmo

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