Taxa de emprego volta a crescer em Barra do Piraí depois de quatro anos negativa

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Depois de quatro anos variando no vermelho, o setor de emprego em Barra do Piraí volta a respirar mais aliviado. De acordo com dados do Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, referentes a 2017, o município gerou, no ano passado, entre janeiro e dezembro, o quantitativo de 3.862 admissões, ante 3.774 de missões; uma variação absoluta de 88 postos de trabalho. Apesar de pequeno, o índice mostra, mesmo que lenta, a recuperação da economia local.
 
Quando comparado aos 12 meses de 2016, os números são ainda mais animadores, uma vez que, naquele ano, o número de admissões foi menor (3.608), com desemprego bem maior (4.711), o que fez com que os números daquele período ficassem em -1.103; o maior desde 2013, quando os quadros apresentaram recessão na empregabilidade anual. Para o secretário de Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Wagner Bastos Aiex, parte destes números positivos estão em acordo com a política de incentivos, aliada ao momento de retomada da economia brasileira.
 
“A busca por um meio termo em todos os setores de nossa economia tem sido constante. Sabemos que o momento ainda é difícil; tivemos muitas demissões, principalmente no comércio, que amargou saldo negativo em 2017. Mas, em contrapartida, estamos otimistas. Temos que criar condições para o avanço; e a crise nos proporciona, nos dá coragem. O caminho é longo, sobretudo no estado do Rio de Janeiro, mas há uma luz no horizonte”, aposta Wagner.
 
O destaque para o ramo que mais empregou no ano passado, em variação absoluta, foi o setor de Serviços, seguido pela Construção Civil, Indústria e Agropecuária. Como relatou Wagner Aiex, o ponto negativo ficou por conta do Comércio, que fechou o ano em -88 postos na variação absoluta. Quando consolidados os números, pelo Ministério do Trabalho, Barra do Piraí ainda aparece com um índice mais, mesmo que modesto, de 103 postos, quando comparado entre emprego e desemprego.
 
Wagner Aiex aponta que a desburocratização e o novo posto do Sistema Nacional de Emprego (Sine) podem ajudar o município em melhores resultados dentro deste novo período. Acredita que parcerias, como a que firmou com o Sebrae para a implementação do Compra Mais, e a implantação da Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, também farão jus ao novo ciclo de empregabilidade.
 
“O ano mal começou e estamos desenvolvendo técnicas que, se colocadas na prática, vão dar à população condições de mostrar que pode sair da crise. A questão da parceria com o Sebrae auxilia na formação e capacitação do gestor público e dos potenciais fornecedores instalados na cidade. Já a Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas vem ao encontro do desejo do poder público em ser o maior indutor do desenvolvimento econômico, comprando das pequenas empresas locais. Em suma, é legalizar quem estava na informalidade; isso amplia oportunidade de emprego”, finaliza.
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